quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Fazendo, ora!!!

Daí que no meio do exercício de Ética, ele pára, olha pro casulo na árvore, reflete uns segundos e pergunta:

- Se a gente colocar a lagarta no congelador ela vira borboleta?
- É o quê?!... Ela morre.
- E como faz pra ela virar borboleta?
- Ela faz um casulo.
- Como que ela faz um casulo?
- Hum... cala a boca e copia.
(Porra, faltei essa aula. Logo eu que quase tentei biologia)

Meia hora depois, dessa vez, no inglês, peço para ele me escrever "neta", em inglês, claro. Disse, repeti, ele fez. Ótimo. Agora há pouco, no entanto, abri o caderno pra dar uma conferida e lá encontrei um "grendóra" vivíssimo, escrito no papel pardo. Oh, Pai!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

No meio da testa. À ferro e fogo.

O que significa DDA eu descobri há pouco tempo, mas, na verdade, o que descobri mesmo foi que cravei essa sigla na minha história para sempre. Mais precisamente em meados de 2005, quando o tapado aqui adentrou e utilizou como pôde um banheiro do colégio sem reparar que na porta, em letras garrafais, estavam estampadas a vogal "A" precedidas pelas letras "EL" em tons de branco num fundo preto. Inconfundível, certo? Nem tanto, estamos falando de mim. O riso, os espasmos e a cara de :O das moças na saída é algo que vagará na minha mente pelos restos dos meus dias. Sério mesmo. Me distraio, a cabeça só computa as funções do modo automático e fico cego. Tipo, primeiro que eu estranharia a falta de mictório no local, mas não se esqueça do dê-dê-ah e se atenha ao fato de que eu raramente o uso, dando preferência ao cubículo de um metro quadrado de privacidade. Segundo que eu também me questionaria sobre a ausente frangância de uréia recém lançada, em gotas, ao chão, substituída ali pelo ligeiro aroma de Bom Ar e de Pinho Sol nas paredes. Por último que eu também não me perguntei, por um mero segundo, pelo vaso de flores amarelas ao lado da pia, com o qual - e essa a maior prova de que carrego os sintomas de DDA nos couro- me distraí e não dei a menor importância para as mãos que chegaram a minha direita, suspenderam algo que deveria ser uma bolsa sobre o balcão e saiu sob murmurinhos de reprovação e espanto. Isso porque, na real, eu sequer ergui a cabeça pra conferir o reflexo no espelho. Bom, nem isso. Vai saber, né?! Talvez se não fosse pela massa feminina ao redor da porta, quando sai debaixo de vários "iiieeeeiiiiiiii" e dedos me apontando, eu estaria até hoje sem saber que por pelo menos uma vez na vida(que eu saiba), eu freqüentei e utilizei um W.C feminino.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

ô língua lindra!!!

Enquanto isso a TV Diário, não satisfeita com a falta de qualidade em seu conteúdo, continua com uma revisão de GC primorosa.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sobre um tico

O Tico Sta Cruz parece um híbrido entre Ozzy Osbourne e Che Guevara, tem espírito rebelde, alma de revolucionário, um jeitão lento e é muito sensato. E foi ele o responsável pela melhor música de protesto que já ouvi. Cantada e interpretada. Procurando pela letra, descobri que ele também bloga. Aqui, no Clube da Insônia. Não curto o som, nem ele, nem a banda. Mas quando ele fala, eu páro pra escutar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Divago...

Sonhar eu sonho. Assim, duas ou três vezes por mês. Pelo fato de que eu não durmo. Digo, durmo. Eu deito, e finjo que durmo. Então, quando páro com o teatro eu durmo, e raramente, sonho. Não menos raro que isso, eu lembro, daquilo que sonho. Daí que me vejo saindo de casa, deixando o país, indo pros EUA, pra civilização. Não dou pelota pros EUA. Porém é o mais próximo que tenho de London city. Eu ia, fácil, se pudesse. Sair daqui. Eu ia. Eu vou, um dia. Fazer pós, especialização, mestrado, o que der. O Júnior não aceita o trampo de Dubai. Não é London, óquei. Mas eu ia, se tivesse, como ele, anos de balcão nas costas. E não tenho. Fico na mesma. Aqui. Faço roda. Volto pro sonho, de ontem. Arrumei trocha, todas, feixei mala, fui à porta. E acordei.
Eu não durmo, mas quando durmo, não quero acordar. E sonho, às vezes, quando dá.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Mídia, eu faço mesmo.

Pra eu fazer mídia espontânea de um livro, ele precisa trazer alguma coisa, insignificante ou não, que permaneça na minha cabeça por um tempo. Mais ou menos quando tu fecha a última página e percebe que algo dele ficou, memorizado, chumbado, absorvido pela mente. Uma frase, uma passagem, uma espécie de mantra que tu vai carregar contigo até que o próximo te mexa com mais intensidade e esse ceda seu lugar. Pois bem, hoje, finalmente, e com pesar, ultrapassei o limiar de meu "O Caçador de Pipas". É como dizem. E é verdade. Estremece e verte seu eu mais íntimo e profundo. É praticamente uma auto-confissão. Seguida de punição pra qualquer e todo pecador que alcance-o um dia. "O Último Templário" seria a obra que viria a substituí-lo no meu fim de férias. Porém, os primeiros capítulos lidos já me deram o sinal vermelho de tempo perdido. Tem um texto vagabundo, com um enredo miserável. Me veio como uma tentativa inútil de inspiração, ou até mesmo cópia, sobre"O Código da Vinci" versão 1.0. Muito inventivo, exagerado e detalhado. Detalhado quase como os russos. E isso me prende numa história. Por mais extensa e chata que seja. Pega um russo. Qualquer um deles. Vê o Tolstói. Ou o Dostoiévski, também serve. Eles não detalham, eles usam microscópios fotoeletrônicos. Em tudo. Cena que escritor bom descorreria em cinco, sete páginas, eles transformam em vinte completas de ponta a ponta. Vão descrever tu, eles destrincham altura, tom de pele, textura do cabelho, o tipo de tecido das roupas, a origem do perfume e cada linha do rosto. Só de início. E usam cada metáfora estranha e estúpida que dá um nó de tão perfeita. O "Templário", assim de cara, é grandão feito os russos. Mas de perfeito não tem nada. Dou-lhe um test-drive. De uma semana. Passado esse tempo, fará companhia ao Nietzsche, que desisti faz tempo.
Por falar em café, bar, barista. Lembrei do Dean & DeLuca. Sempre quis trabalhar num lugar como aquele. Desde que acompanhava Felicity. Faria extra-time numa boa. E rindo.
Nunca me passou pela cabeça que poderia existir um Curso de Barista nessa vida. Muito menos sabia eu que pra fazer e servir café (é lógico que o trabalho não se limita a isso) era necessário gastar uma grana com aulas. Até que o blog da Lufec me pôs uma lanterna nas mãos e me apontou o caminho. E não foi só isso. Por causa dele eu despenquei no No Scrubs da Mari (mãe da Alice) que foi, sem dúvida, o achado do feriadão. É um blog limpo, que não cansa e distrai. Me distrai. Muito.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Stephen King é um autor que admiro mesmo sem ter lido nada de sua obra. Pelo simples motivo de "O Iluminado" ter saído, nadando em álcool e sob muita droga, daquela mente insana que ele carrega. Isso basta. E foi com Nightmares & Dreamscapes, série do TNT baseada nos contos dele, que esqueci do arrastão pagão lá de fora. Vi três episódios. Os três primeiros. Tirando o segundo conto que grita por biotônico fontoura de tão fraco, os outros dois pagam o aluguel sozinhos. O último então dá uma vontade alucinada de sair por aí escrevendo livros. Já no domingo, esse filho desgarrado do tédio, foi a oportunidade de "O sol de cada manhã" entrar chutando a porta, a janela e a parede, na minha lista top 10 de longas. É dos filmes que eu pago multa por atraso rindo à toa, sem culpa nenhuma. É curtinho, rápido e direto. Dá o recado, te tira do sério e aí já sobem os créditos. De longe, é esse o carnaval mais produtivo da história dos carnavais chuvosos e enevoados. É fato. Consumado, selado e carimbado.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Quer odiar ardentemente pizza pelas próximas horas? Então faça a receita da minha irmã. Leva óleo, leite, farinha, coloral, ovo, muito ovo, e algum outro ingrediente macabro do tipo extrato de fígado de peixe ou leite de cabra velha, que ela não quis me esclarecer. Ah, um detalhe insuportavelmente importante é que a gororo... massa, a massa, vai mole, vai líquida direto pra forma. O resto, o basicão: queijo, presunto, orégano, fica por sua conta. O resultado é uma merda. Uma droga. Saca só o naipe de como fica na foto, que, digo logo, está na mesma qualidade da pizza porque foi tirada a meia luz e pelo celular, então dá um desconto. Um dia eu já gostei de pizza, mas hoje não, não pra mim. Por hora, detesto, até segunda ordem.